Campus Party: o futuro já começou

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Ao visitar a Campus Party Brasil 6, que terminou no dia dois de fevereiro, algo é certo: é possível ter acesso e assistir a palestras sobre os mais variados temas, que ultrapassam até mesmo os assuntos de tecnologia, internet e games, e discutem temas de diversas áreas de conhecimento humano.


Como exemplo, podemos citar a mesa de debate chamada “Jornalismo Reloaded”, que assisti em visita ao evento no dia primeiro de fevereiro. Nela, jornalistas de renome nacional e internacional, como Gilberto Dimenstein, Beth Saad, entre outros (veja aqui) debateram sobre o futuro do jornalismo e da comunicação social. 


Um dos aspectos mais interessantes discutidos no debate foi a questão do empreendedorismo na carreira jornalística. Aliás, em tempos de transição do padrão analógico para digital, jornal impresso para conteúdos on-line, é essencial empreender, saber inovar e criar informações interativas e rápidas. Um exemplo apresentado no evento foi o projeto Catraca Livre, coordenado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, que mostra a realidade sociocultural de São Paulo por meio de um foco comunitário, colaborativo. O projeto Blog Mural, em que reportagens são produzidas também de maneira comunitária, foi outro exemplo que demostrou os novos caminhos do jornalismo moderno. 

Em meio a outros exemplos, após a troca de informações e conhecimentos de todos os palestrantes, a conclusão foi que já vivemos o chamado – e aguardado – jornalismo moderno. Com o grande número de informações postadas diariamente na rede e a facilidade de gerar conteúdos, todos são comunicadores. O futuro exigirá que jornalistas sejam cada vez mais multidisciplinares para filtram informações e saberem se adequar bem aos novos paradigmas da comunicação. 

Mas não basta entender sobre diversas áreas de conhecimento, o comunicador atual, como foi discutido no evento em questão, precisa também ser multimídia, pois, só assim vai saber os impactos que a informação tem, efetivamente, na vida dos leitores ou clientes – no caso de assessoria de comunicação e marketing – e estar apto a trabalhar com as mudanças constantes impostas pela rápida evolução dos meios de comunicação atuais.




Enfim, o real e o virtual se uniram para criar uma nova realidade. O comunicador precisa entender essas duas realidades, interagir com os milhares de produtores de conteúdos existentes na web, e trazer para o mundo real toda a interação e facilidade comunicacional disponível em rede. 

A boa notícia é que as novas tecnologias da informação e comunicação e as novas plataformas de informação (redes sociais, sites, e-books) abriram uma série de novas oportunidades em todas as áreas de conhecimento humano, inclusive e talvez principalmente, nas áreas da comunicação social. 

(Fotos: Renan Barbosa/Ascom Inatel)

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