Os caminhos do jornalismo contemporâneo

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No dia sete de abril foi comemorado o Dia do Jornalista. Parabéns a todos os colegas jornalistas! Mas em uma data importante para a profissão, algumas reflexões são necessárias.

“Com a queda do diploma, a profissão entrou ainda mais em crise do que já estava”. Isso é o que muitos pensam, no entanto, não é bem assim.

Que a profissão paga mal, todos já sabem. Que é uma profissão difícil e que exige muito trabalho para conquistar um bom reconhecimento profissional, também não é novidade para nenhum estudante de jornalismo.

Mas por que estudar jornalismo e ser jornalista se é tão difícil assim?

Na verdade, o jornalismo é uma das profissões que exigem paixão pelo trabalho. Não dá para ser jornalista se você não for apaixonado por jornalismo, por comunicação, por informação.

Apesar dos pesares, na realidade a profissão não vive uma crise. Na verdade, todos os setores comunicacionais, inclusive o processo de produção de notícias, vivem uma evolução de processos e paradigmas, e como seres humanos que somos, temos sempre a tendência de perceber mudanças radicais com ceticismo e medo. No jornalismo as mudanças trazidas com os novos paradigmas são cada dia mais mutáveis, diferentes, evolucionistas, mas não caóticas ou apocalípticas.  

O advento das redes sociais, por exemplo, ao invés de contribuir com a extinção do jornalismo, tem sido decisiva na melhoria da profissão e na criação de novos setores que exigem o auxílio de um comunicador social.

A possibilidade de todo mundo poder se comunicar e ter voz está criando novas demandas comunicacionais ao invés de acabar com a atuação dos profissionais de comunicação. As empresas têm descoberto maneiras de utilizar este poder comunicacional dos clientes para se promoverem. Os jornais pedem que leitores enviem notícias e contribuam com as informações do jornal... Ou seja, os processos da produção de notícia estão mudando, mas o jornalista ou o comunicador social ainda são fundamentais para mediar todo esse processo. 

Com isso, estão surgindo novos setores do jornalismo e novas exigências de formação técnica e teórica. O resultado é que todo jornalista precisa ser multimídia e saber atuar em todas as plataformas de comunicação.

. Redes Sociais e carreira profissional

Voltando ao exemplo das redes sociais, elas criaram novos setores que ao invés de concorrer com o jornal impresso, TV, Rádio ou mesmo sites, representam novas possibilidades de trabalho. Pela primeira vez, este ano novas profissões que podem ser exercidas por jornalistas ganharam destaque como as mais promissoras no futuro. A maioria delas envolve Marketing Digital e Redes Sociais. 

Um levantamento feito pelo site Olhar Digital, por exemplo, aponta o analista de Mobile Marketing (marketing de mobilidade) e o analista de Redes Sociais como duas das cinco profissões da área de tecnologia mais promissoras para este ano. 

As cinco profissões mais promissoras na área de tecnologia
. 20 novas profissões que despontaram nos últimos anos 

Outra lista feita pela Exame.com mostra que quatro de 20 profissões que surgiram nos últimos cinco anos envolvem marketing e comunicação digital. São elas: gerente de trade marketing, especialista em Mobile Marketing, gestor de mídias sociais, gerente de marketing digital. 

Conclusão: As oportunidades estão aí e crescem a cada dia. O jornalista deve estar sempre atento e atualizado com as demandas de mercado. O segredo é correr atrás, estudar, se atualizar e acreditar na profissão. 

Vai um cafezinho aí? ;)