Os tablets e a evolução do jornalismo impresso

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Recentemente, comprei um iPad Mini e instalei aplicativos de jornais e revistas. Foi então que fiz o download da versão digital da Revista INFO, como nunca tinha visto uma adaptação de impresso para iPad, me surpreendi ao ver uma versão da revista com imagens que se mexem - como no Harry Potter - conteúdos interativos que podem ser compartilhados nas Redes Sociais, vídeos, interatividade...


Ao ver a adaptação da revista para o iPad, cheguei à seguinte conclusão: O futuro do jornalismo impresso está nos tablets ou no que será a evolução destes aparelhos. 

Para verificar esta tendência, basta notar que a maioria dos grandes jornais e revistas já possuem versão para iPad, como Folha de S. Paulo, Revista Imprensa, Revista Exame, Revista Época, entre muitas outras, isso sem falar nos internacionais. Para se ter acesso ao download das publicações, geralmente é preciso pagar uma assinatura ou comprar o produto digital, como ocorre na compra das publicações impressas. A edição digital, porém, tende a vale muito mais a pena para os novos adeptos da leitura, principalmente os conectados das gerações Y e Z, devido à praticidade e interatividade. 

AUMENTO DOS "LEITORES DE TABLETS"

Esta tendência é mundial, e comprovada em pesquisas sobre o aumento da leitura em tablets. Um estudo da Wan-Ifra (World Association of Newspapers and News Publishers, ou Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias) revelou que nunca se leu tanto jornal no mundo, hábito impulsionado pelas plataformas digitais. 

No Brasil, o número de leitores de jornais e revistas impressas tem caído, no entanto, os leitores das versões digitais aumentam a cada dia. Segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC Brasil) o recuo de leitores de impressos foi de 5,6% nas revistas semanais, 6,5% nas quinzenais e 8,8% em revistas mensais. 

No mesmo período, as vendas de tablets mais do que triplicaram no país, chegando a 3,22 milhões de aparelhos, segundo levantamento da empresa de pesquisa do mercado de tecnologia IDC.

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As empresas de mídia, além de criarem apps para baixar a versão digital dos veículos de comunicação, também apostam em novos locais para disponibilizar esses produtos, como verdadeiras bancas digitais on-line. 

A App Store já disponibiliza além de ebooks, diversas versões digitais de impressos com foco em informações jornalísticas. No entanto, nenhum outro canal tem crescido tanto como o Iba, 1ª loja brasileira de revistas, livros e jornais eletrônicos. A loja do Grupo Abril tem apostado em oferecer download edições gratuitas de revistas por tempo limitado para aumentar o número de usuários cadastrados. 

O grande problema deste novo mercado que já se tornou mundial, é que ele ainda não é 100% sustentável. O valor obtido com publicidade, principal fonte de receita das empresas, por exemplo, diminuiu 8,7 no primeiro semestre desta ano, para 789,6 milhões de reais, segundo dados do projeto InterMeios, elaborado pelo grupo Meio & Mensagem com base em informações fornecidas pelos veículos.

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É preciso criar um novo modelo de negócios para a viabilização e expansão das versões digitais de conteúdos anteriormente apenas veiculados de forma impressa. O formato de revistas digitais parece ser o ideal para o futuro, no entanto, será preciso pensar em novas formas de ganhar dinheiro com isso, afinal, alguém tem que pagar a conta. 

*Com informações de Estadão, PropMark, Folha e Reuters Brasil