Neuromarketing: Você sabe o que é?

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No último post deste blog falamos sobre o aumento da demanda por profissionais de comunicação e marketing nas empresas. Com este aumento, surgem também investimentos, estudos e inovações nos modelos de marketing tradicionais. Desde Kotler, com o Marketing 1.0, 2.0 e, mais recentemente, o modelo 3.0, até os 8Ps do Marketing Digital do brasileiro Conrado Adolpho, além de diversos outros conceitos, o que fica claro é que assim como acontece na tecnologia, e também devido à própria tecnologia, o setor de comunicação enfrenta constantes processos de inovação e transformação. 


Pensando sempre em estar atualizado com as inovações da comunicação, recentemente, passei a estudar o modelo de neuromarketing, no qual as estratégias de marketing e comunicação são realizadas levando em conta principalmente fatores biológicos, ou seja, os fatores que trabalham com o cérebro humano e incentivam o processo de compra por meio da ativação de códigos simbólicos e inconscientes.

O livro “Estamos Cegos” do guru e neuromarketing e especialista número 1 em neuroinovação, Jürgen Klaric, tem um subtítulo forte: Provas concretas dos fracassos dos profissionais de marketing. Mas apesar de realmente mostrar vários cases de campanhas de marketing que são um fracasso, o verdadeiro objetivo do livro é mostrar métodos e conceitos que realmente vão trazer resultados significativos nas campanhas de marketing.


O principal deles é que o processo de compra é inconsciente e que as pessoas não sabem o que querem, é preciso mostrar o que elas precisam por meio de códigos metafóricos que geram uma conexão emocional com o consumidor. 

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Parece difícil? Mas não é, se pensarmos nos cases de sucesso das grandes companhias, veremos que gerar conexão emocional é o principal atributo dessas marcas. Um exemplo um dos mais utilizados, é o caso da Apple. Desde o início da maior empresa do mundo, a companhia usa códigos neurológicos metafóricos e neuroinovação para conquistar seus clientes. 

Alguns exemplos de neuromarketing utilizados pela Apple:

- O cérebro prefere o formato arredondado, logo, os produtos e até mesmo o logotipo da empresa utilizam esse formato. O que deixa o design dos produtos atrativos de forma inconsciente ao cérebro humano. 

- Os produtos Apple são sinônimo de poder. Ao vender produtos fantásticos, a Apple criou um símbolo para seus produtos. Ter um produto Apple significa ser único, ser inovador e, principalmente, ser alguém que se espelha no fundador, Steve Jobs, para fazerem de suas vidas, sinônimo de sucesso profissional. 

- Logo, os produtos Apple são uma metáfora de sucesso, inovação, poder e unicidade. Fatores que inconscientemente, o cérebro animal, ou reptiliano, procura alcançar.

Ao pensarmos no case Apple, vemos o quão importante são os códigos simbólicos transmitidos pelas marcas e que geram uma conexão emocional com nosso cérebro. 

Em outros posts, explicarei melhor os conceitos do neuromarketing e como fazer para alcançar o sucesso em campanhas de marketing por meio de leituras, códigos e ações biológicas-neurológicas. Mas se ficou curioso e quer entender melhor e por completo, indico a leitura do livro, de Jürgen Klaric, que além de trazer conceitos muito bacanas, tem linguagem simples e diagramação que destaca os principais ensinamentos do texto.

Abraço e até o próximo post. ;)