Tecnologia e Inovação: Cloud Computing já é uma realidade nas empresas?

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Qual a abrangência da Cloud Computing, ou computação em nuvem, nas empresas e quais as dificuldades para a consolidação desta tecnologia no ambiente corporativo? 

Esta foi a pergunta que ficou em minha cabeça durante os primeiros painéis e conteúdos do Café com Tecnologia, promovido no dia 29 de julho pela EBDI (Enterprise Business Development & Information) em parceria com a Cornestone, empresa que oferece serviços de gestão empresarial em nuvem. 

O evento reuniu os principais executivos de Tecnologia da Informação do país em torno do tema Cloud Computing. Se você ainda não ouvir falar deste tipo de tecnologia, amigo, significa que você ainda utiliza pen drive e envia e-mail para você mesmo com anexos que precisa salvar em outro computador. Correto? 

Não! A computação em nuvem, apesar da precariedade da infraestrutura de Internet brasileira, já é algo popular desde a consolidação e propagação de serviços como Dropbox, One Drive, Google Drive, Sendspace, ou mesmo serviços de música por streaming, como Deezer, Spotfy, Rdio, etc. Como ocorre em toda inovação tecnológica aplicada ao mercado de massa, estes serviços chegaram aos poucos e foram trazendo as vantagens da Clound Computing para a vida de usuários comuns.

Voltando a questão inicial deste texto, se usuários comuns já usam a nuvem, por que esta tecnologia ainda não é consolidada na área de Tecnologia da Informação de todas as empresas? 

O primeiro painel do Café com Tecnologia trouxe muitas informações que ajudam a responder a esta pergunta. Após ouvir os painelistas, que eram diretores de Tecnologia da Informação de grandes empresas, como Usiminas e Salesforce, cheguei à conclusão que o grande problema para a democratização da Cloud Computing nas empresas, infelizmente ainda é falta de informação e excesso de burocracia. 

Servidores internos custam caro e trazem uma certa “segurança” de que o controle está dentro de casa e não em um Data Center mundo afora. Aí está o primeiro problema: como se desfazer de tantas máquinas e migrar para um serviço que não precisa de uma infraestrutura completa in house? Como garantir que a infraestrutura de telecomunicações brasileira vai suportar um setor de Tecnologia da Informação inteiro na nuvem? Como garantir a segurança das informações? 

Chega de tantas perguntas e vamos às soluções: o futuro é cada vez mais a propagação do Clound Computing também nas empresas! Os setores de TI que não se modernizarem, simplesmente não conseguirão atender às demandas cada vez maiores de eficiência, segurança e mobilidade dos muitos terabytes produzidos diariamente nas empresas.


Neste contexto tão complexo, o palestrante José Papo, Developer and Startup – Relations Manager do Google, foi direto ao ponto e primeiramente lembrou que segurança não é mais preocupação. Afinal, quem ousa duvidar do sistema de criptografia de servidores como o do Google, da Amazon ou da Microsoft? Eu não, espero que nem vocês. 

Papo trouxe dados do uso de tecnologia móvel e serviços na nuvem de usuários comuns, 82% das crianças e adolescentes, por exemplo, acessam a Internet pelo celular. Serviços como Easy Taxi, Uber, Nu Bank, Kekanto, entre outros, utilizam Clound Computing e Geolocalização para trazer exatamente o que o cliente precisa onde quer que ele esteja. 

Neste contexto, é ainda mais perceptível a democratização da nuvem para usuários comuns. Mas voltando às dificuldades de aplicação desta tecnologia no ambiente corporativo, o especialista do Google comentou que é preciso sempre ter foco no cliente. Seguindo o exemplo das startups, que trazem cada vez mais inovação e usabilidade para os clientes, as empresas precisam pensar na agilidade de processos e facilitar cada vez mais a mobilidade e facilidade de acesso às informações produzidas por seus funcionários. 

Esta consolidação deve acontecer a partir da modernização dos setores de TI, por meio de times que cuidam de cada passo da experiência do usuário, como já ocorre nas empresas que possuem serviços on-line B2C. Apenas com a inovação contínua, os processos corporativos serão mais eficientes e terão melhores resultados. 


Seguindo o pensamento sobre a necessidade da modernização dos setores de Tecnologia da Informação das empresas, para encerrar o Café com Tecnologia, o especialista em Inovação Digital, Luli Radhafer, fez uma palestra com muito humor e explicou que vivemos em um período de tanta complexidade e evolução no setor tecnológico, que antes de pensar em inovar, devemos analisar o contexto de forma crítica e detalhada, para depois vislumbrar o que, de fato, é preciso fazer para inovar. 

Segundo ele, ainda estamos no período de “adolescência” com relação aos devices, e em meio a tanta inovação, estamos perdendo o foco do que é realmente importante. A revolução tecnológica é cognitiva, e as ideias realmente relevantes virão de forma demorada e com muita análise. 

Pois é, amigos. O futuro é agora, mas ele está apenas começando. Até a próxima!