4 estratégias que empresas globais utilizaram para crescer

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Qual o segredo dos negócios do Google? E de empresas como Facebook, Apple e Microsoft? Claro, além da clara inovação em negócios e processos, uma palavra define algo que foi e é essencial para essas empresas serem gigantes do mercado: Monopólio. 

Em outro post, já expliquei a importância de ser monopolista para conquistar o domínio global do mercado em que a empresa atua. Clique aqui para ler. 

Neste post, faço um resumo dos quatro conceitos que o fundador do Paypal, Peter Thiel, define no livro "De Zero a Um". O livro mostra como empresas do Vale do Silício são formatadas e gerenciadas para se tornarem empresas globais, desde o início, quando nascem como startups. 

Thiel mostra que 4 características são importantes para transformar uma empresa em um monopólio global. São elas: 

1- Tecnologia proprietária: a base do plano de negócios deve ser uma tecnologia desenvolvida por você ou pelo menos 10 vezes melhor do que a que já existe. Ou seja, se sua empresa não criou nada do zero (não foi de zero a um) foque em atuar em um negócio em que consiga ser 10 vezes mais eficiente do que os seus concorrentes. 

No Brasil, diversas startups são exemplos de como renovar um setor engessado como o dos bancos. A startup de cartões de crédito Nu Bank é um ótimo exemplo. A startup do cartão roxinho chegou e concorre de frente com grandes bancos ao oferecer eficiência no serviço, facilidade de gerenciamento da fatura e pedido do cartão - tudo feito por aplicativo e, principalmente, anuidade grátis.

Outras startups que atuam no mercado de finanças e pagamentos também são exemplos de que sendo muito mais eficiente é possível dominar ou crescer rapidamente em um mercado já concorrido. São exemplos a Stone, que está inovando no mercado de máquinas de cartão, e a Sympla, startup de venda de ingressos on-line, eleita a startup do ano em 2015.   

2- Efeitos de Rede: Os efeitos de rede tornam um produto mais útil à medida que mais pessoas o utilizam. Por exemplo, se todos os seus amigos estão no Facebook, faz sentido você também aderir. 

No entanto, empresas com efeitos de rede preci­sam começar com mercados especialmente pequenos. O Facebook começou em uma universidade Harvard. Volto a citar a Nubank como exemplo brasileiro. O sistema de envio de convites para amigos terem acesso ao cartão faz todos do grupo de amigos quererem o roxinho, mas é algo que inicialmente dividia e restringia o acesso ao cartão. Acesso, aliás, que ainda é restrito, devido à alta demanda de pedidos. 

3 - Economia de Escala: Um monopólio se fortalece à medida que cresce. Os custos fixos para criar um produto (engenharia, administração, espaço de escritório) devem se diluir à medida em que as vendas aumentam. Em outras palavras, o custo operacional deve ser capaz de criar infinitos produtos. 

Escalabilidade, inclusive, é a característica mais cobrada por investidores ou mesmo em eventos de aprendizagem de empreendedorismo, como Startup Weekend, em que você tem que criar um modelo de Startup em um fim de semana. A empresa precisa gerar um gasto único para um produto que cresce sistematicamente, startups baseadas em aplicativos são um exemplo. O Easy Táxi brasileiro é um exemplo. O aplicativo teve gastos operacionais apenas uma vez e uma escala nacional ao disponibilizar o serviço para taxistas e clientes. O Uber atua no mesmo negócio mas com escala global. Já pensou se a empresa tivesse gastos operacionais ou de produção a cada nova corrida solicitada?

Por isso que é bastante difícil empresas de serviços se tornarem monopólios, se você consegue atender um número específico de clientes, dificilmente conseguirá se transformar em uma empresa global, devido aos altos custos de produção, logística, recursos humanos, etc. 

4 - Branding: Uma empresa deve ter, por definição, um monopólio sobre sua própria marca. A marca deve ser forte, muito forte. A Apple e Coca-Cola são ótimos exemplos. Você não tem um celular, você tem um iPhone. Você não está tomando refrigerante, você está bebendo Coca-Cola. Podemos citar também exemplos em que a marca se transformou no produto, como Bom Brill, SBP, Gillette, Danone, etc. Em resumo, para ser uma empresa global, a marca também deve ser. Investir em branding fará a diferença entre "Pesquise no serviço on-line de busca global na internet" ou "Pesquise no Google". Google it, inclusive já é verbo! :)

Estas são as quatro características para se criar um negócio global e monopolista. Continue acompanhando o blog, em breve teremos novos conteúdos sobre o tema "De Zero à Um". 😃


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